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Capa final de O Próximo Sol: o Sol em tons de laranja e vermelho, atravessado por uma linha de eletrocardiograma branca, sobre fundo negro estrelado com linhas verticais de interferência.
Bastidores

Uma imagem para uma ideia grande demais

Um livro sobre o Sol precisava de uma capa que parecesse, à primeira vista, íntima — e só depois revelasse o tamanho da ideia por trás dela. Não foi a primeira tentativa. Foi a quarta ou quinta, feita em parceria com o designer Rafael Andres, encontrado através do Reedsy.

Esta página existe para mostrar o caminho até aqui — o que funcionou, o que não funcionou, e por quê.

Etapa 1

O conceito original

O briefing pedia ficção científica literária, não space opera — comparações como Aniquilação (VanderMeer), Contato (Sagan), Ted Chiang, o filme A Chegada. O clima devia ser de espanto e luto, "quieto e vasto em vez de explosivo". A paleta: preto profundo e azul-meia-noite cedendo a laranja incandescente, vermelho-brasa e dourado fundido.

Etapa 2

As explorações

O Rafael trouxe uma ideia própria forte: um efeito de "glitch eletromagnético" na tipografia, como metáfora visual pra energia do Sol escapando do controle. Testamos variações de cor, de distorção, de composição — algumas mais psicodélicas, outras mais discretas — até ficar claro que nenhuma delas, sozinha, tinha o equilíbrio certo entre impacto de vitrine (o livro ia nascer só em e-book, então precisava funcionar em miniatura na Amazon) e a sensação contemplativa que o livro pede.

Etapa 3

A direção que ficou

A virada não veio de nenhuma das rodadas formais de revisão — veio de uma direção própria, desenvolvida com apoio de IA generativa como referência visual, não como arte final. A ideia central: o Sol como um coração, atravessado por uma linha de eletrocardiograma — porque o livro inteiro é, no fundo, sobre um Sol que já teve um pulso.

Dessa direção nova, uma peça do conceito original do Rafael sobreviveu e entrou de vez: as linhas verticais de interferência elétrica cortando o fundo escuro. O resto foi refinamento profissional dele — tipografia, proporção, equilíbrio — em cima de uma ideia que, a essa altura, já estava definida.

Etapa 4

Sobre o processo

Nada aqui foi feito só por máquina, e nada foi feito sem ela. A direção visual nasceu de exploração com IA generativa — um jeito rápido de testar ideias antes de saber qual delas valia a pena perseguir a sério. Mas a capa que existe de verdade, em alta resolução, pronta pra vitrine da Amazon, é trabalho de um designer profissional: tipografia, proporção, equilíbrio de composição, arquivos em camadas editáveis nas duas línguas — nenhuma IA faz isso sozinha, nem deveria.

Capa por Rafael Andres, através do Reedsy.

Um e-mail quando o livro sair.

Enquanto isso, acesse o relatório do Consórcio Helios. São dois arquivos — um deles não deveria estar lá.